O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A morte do artista foi confirmada em uma publicação nas redes sociais e provocou manifestações de pesar de nomes da música brasileira. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido Oswaldo de Almeida e Silva, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, o músico construiu uma carreira de aproximadamente seis décadas, marcada pela habilidade com a sanfona e pela contribuição à música nordestina.
Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, Oswaldinho teve contato com a música desde a infância. Aos nove anos, participou de uma gravação do pai e, ainda jovem, conviveu com grandes nomes do gênero, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.
Ao longo da trajetória, o artista ficou conhecido por ampliar as possibilidades da sanfona, incorporando ao forró elementos de jazz, blues, rock e música erudita. Seu trabalho também alcançou o público internacional, consolidando seu nome entre os instrumentistas de destaque da música brasileira.
Artistas lamentam a morte
A notícia da morte de Oswaldinho repercutiu entre artistas e admiradores. O cantor e compositor Chico César prestou homenagem ao sanfoneiro nas redes sociais e destacou a importância de sua obra.
A cantora Elba Ramalho também lamentou a perda e afirmou que a música do instrumentista continuará viva na memória do público. O guitarrista Nelson Faria foi outro artista que se manifestou, ressaltando a contribuição de Oswaldinho para a música brasileira.
Com uma trajetória dedicada à sanfona e à experimentação musical, Oswaldinho do Acordeon deixa um legado que atravessa gerações e ajudou a aproximar a tradição nordestina de diferentes estilos musicais.


