terça-feira, 27 de outubro
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O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende convidar o deputado federal André Janones, eleito por Minas Gerais pela Rede Sustentabilidade, para se filiar à legenda. Além da possível mudança partidária, integrantes do partido e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que o parlamentar ocupe um cargo estratégico no quarto mandato do petista, que terá início em janeiro de 2027.

Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está a criação de uma Secretaria Especial de Comunicação Digital, com status de ministério, voltada ao fortalecimento da presença do governo federal nas redes sociais. Janones também aparece entre os nomes cotados para ocupar funções na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) ou na Secretaria-Geral da Presidência. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre uma nomeação ou a criação de uma nova estrutura administrativa.

O protagonismo de Janones na campanha de reeleição de Lula é apontado como um dos principais fatores que motivaram as articulações. O deputado coordenou o canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula”, que ultrapassou a marca de 10 milhões de participantes durante a disputa eleitoral e foi utilizado para ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente.

Após a vitória nas urnas, Lula agradeceu publicamente ao parlamentar e o chamou de “general”, em referência à atuação na mobilização digital. Para integrantes do PT, a experiência de Janones pode ser aproveitada na estratégia de comunicação do próximo governo.

A eventual filiação ao PT também entrou no radar porque a Rede Sustentabilidade não atingiu a cláusula de desempenho eleitoral, o que pode facilitar a mudança partidária do deputado sem a perda do mandato por infidelidade partidária, conforme as regras aplicáveis.

Apesar das articulações, o cenário ainda depende de negociações internas e da decisão de Lula sobre a composição da nova equipe de governo. Janones, por sua vez, afirmou que não negociou cargos e rejeitou a ideia de que sua participação na campanha tenha sido motivada pela expectativa de receber uma função no Executivo.