Novos detalhes sobre a desinternação de Mateus da Costa Meira, condenado pelo ataque a tiros no Morumbi Shopping, em São Paulo, voltaram a colocar o caso em evidência. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o Ministério Público da Bahia (MPBA) se posicionou contra a saída dele do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Salvador, por considerar que ainda existiam riscos relacionados ao seu convívio em sociedade.
Conforme a reportagem, o parecer do MPBA foi apresentado durante o processo que culminou na desinternação, em 2024. Para o órgão, havia indícios de que Mateus ainda poderia representar perigo tanto para terceiros quanto para integrantes da própria família.

A publicação também informa que os pais do condenado demonstraram preocupação com a possibilidade de recebê-lo novamente em casa, em razão do histórico do caso e das implicações da medida.
Natural da Bahia, Mateus da Costa Meira foi condenado pelo atentado ocorrido em novembro de 1999, quando invadiu uma sala de cinema do Morumbi Shopping, na capital paulista, e efetuou diversos disparos contra o público. O ataque deixou três pessoas mortas e vários feridos, tornando-se um dos episódios de violência mais emblemáticos da história recente do país.
A divulgação dos documentos e manifestações relacionadas ao processo de desinternação reacendeu o debate sobre os critérios adotados para a liberação de pacientes submetidos a medidas de segurança após crimes de grande repercussão.


