terça-feira, 27 de outubro
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A Prefeitura de Salvador suspendeu o expediente no Palácio Thomé de Souza na tarde desta segunda-feira (26), após uma manifestação contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil) terminar com registros de vandalismo na sede do Executivo municipal. Segundo a administração, houve pichações, depredação do patrimônio público e tentativas de invasão do edifício.

Diante da situação, as portas do prédio foram fechadas por questões de segurança, com o objetivo de proteger os servidores e evitar novos danos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram pichações na estrutura do palácio, incluindo mensagens com críticas políticas ao prefeito e ao apoio dele à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial.

O protesto aconteceu na Praça Municipal e reuniu entidades estudantis que defendem a abertura de um processo de impeachment contra Bruno Reis. A mobilização foi motivada pelos problemas registrados no transporte público de Salvador no domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais.

Os organizadores responsabilizam a gestão municipal pelas dificuldades enfrentadas por eleitores que precisavam se deslocar até os locais de votação. A redução da frota de ônibus e os relatos de demora nos pontos de embarque provocaram críticas à administração municipal e levaram o caso à Justiça Eleitoral.

Abaixo-assinado pede impeachment

A mobilização também ganhou força nas redes sociais com um abaixo-assinado que solicita à Câmara Municipal de Salvador (CMS) a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito. De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, a petição já havia ultrapassado 276 mil assinaturas.

A iniciativa foi articulada pelo vereador Hamilton Assis e pelo deputado estadual Hilton Coelho, ambos do PSOL. Os parlamentares defendem a responsabilização política do prefeito pelos problemas no transporte público durante o dia da votação.

O episódio amplia a pressão sobre a gestão municipal após a crise registrada no sistema de ônibus da capital baiana. Enquanto os organizadores cobram medidas contra o prefeito, a administração municipal condena os atos de vandalismo e afirma que a suspensão do expediente foi necessária para garantir a segurança dos funcionários e preservar o patrimônio público.