quarta-feira, 21 de outubro
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A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos para demonstrar o cumprimento de determinações relacionadas ao tratamento igualitário das candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.

A manifestação foi enviada após a Justiça Eleitoral cobrar explicações sobre possíveis diferenças no funcionamento das plataformas para as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). A discussão envolve restrições a publicações, impulsionamento de anúncios e recomendações de perfis por sistemas automatizados.

Em resposta ao tribunal, a Meta afirmou ter implementado uma revisão humana obrigatória, com prazo de até duas horas, para suspensões automatizadas de contas de anúncios de campanhas presidenciais durante o segundo turno. A empresa também negou ter atuado para favorecer qualquer candidato e pediu que não sejam aplicadas multas relacionadas ao caso.

Meta detalha análise de conteúdos gerados por inteligência artificial

Entre as informações apresentadas, a empresa declarou ter auditado 1.204 publicações com conteúdo produzido por inteligência artificial que não apresentavam identificação adequada. Desse total, 720 teriam sido removidas ou restringidas por violarem as regras eleitorais.

A Meta também informou ter investigado 255 contas suspeitas e afirmou não ter encontrado comportamento inautêntico coordenado nos casos analisados.

A empresa apontou ainda limitações técnicas em ferramentas de moderação de publicações colaborativas no Instagram e informou ter adotado medidas para restringir anúncios políticos a candidatos oficialmente registrados na Justiça Eleitoral.

TSE cobra tratamento igualitário entre candidatos

A cobrança do TSE ocorreu após denúncias de que conteúdos ligados à campanha de Lula teriam enfrentado restrições no alcance e no impulsionamento, enquanto perfis associados a Flávio Bolsonaro teriam recebido recomendações das plataformas.

A Meta atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou interferência política. O tribunal, por sua vez, busca assegurar que os mecanismos de moderação, publicidade e recomendação de conteúdo não beneficiem nem prejudiquem indevidamente qualquer candidatura.

A entrega dos documentos representa a resposta da empresa às exigências da Justiça Eleitoral, mas não significa, por si só, que o TSE tenha considerado todas as determinações integralmente cumpridas. O caso envolve a fiscalização das plataformas digitais durante o segundo turno das eleições de 2026.