sábado, 31 de outubro
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Uma médica de Itabuna, no sul da Bahia, provocou forte repercussão nas redes sociais após publicar declarações contra eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). Identificada como Juliana Pitanga, a ginecologista e obstetra teria afirmado que preferia descartar amostras de medicamentos a disponibilizá-las para pessoas que votaram na legenda.

A situação ganhou maior visibilidade depois que a advogada Ursula Matos publicou um vídeo criticando a postura da profissional. Após a repercussão, o perfil da médica no Instagram passou a ficar privado.

Em uma das publicações atribuídas à ginecologista, ela teria escrito: “Ninguém me peça mais p*rra nenhuma, porque até amostra de remédio, eu jogo no lixo, mas não dou a petista”. A declaração provocou reações e levantou questionamentos sobre a relação entre posicionamento político e responsabilidade profissional.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Ursula Matos afirmou que a médica deveria reconsiderar os compromissos assumidos com a profissão, especialmente os princípios éticos que orientam o exercício da medicina. Segundo a advogada, preferências ideológicas ou partidárias não podem interferir na relação entre médico e paciente.

A advogada também questionou se a profissional conseguiria atender pessoas com diferentes posicionamentos políticos sem fazer distinções. Como argumento, lembrou que mais de 56% dos eleitores de Itabuna escolheram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Durante a manifestação, Ursula ainda cobrou posicionamentos do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de questionar a declaração sobre o descarte de amostras de medicamentos que poderiam ser destinadas a pessoas necessitadas.

Ao final do vídeo, a advogada pediu que Juliana Pitanga se manifestasse publicamente e apresentasse um pedido de retratação à população de Itabuna.

Procurada pela reportagem do BNews, a médica não havia respondido aos questionamentos até a publicação da matéria. O Cremeb também foi procurado para informar se tinha conhecimento do episódio ou se adotaria alguma providência, mas não havia se manifestado.