sábado, 31 de outubro
Youtube
🔴 AO VIVO
🔴 AO VIVO

O Sindicato dos Rodoviários de Salvador publicou uma nota, nesta sexta-feira (30), negando responsabilidade pelo atraso na saída dos ônibus no último domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A entidade classificou como inadmissível a criação de uma narrativa para culpá-la e afirmou que as acusações desviam o foco das verdadeiras causas que levaram à retenção do transporte público na capital baiana.

A manifestação sindical ocorre após a circulação de um áudio, atribuído ao presidente da categoria, Fábio Primo, detalhando uma ação coordenada para colar propagandas eleitorais nos coletivos. Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), a exigência de retirar os adesivos teria motivado o atraso inicial. Já a Prefeitura de Salvador culpou manifestantes pelo bloqueio nas garagens e garantiu que o serviço foi normalizado até as 10h.

Apesar das diferentes justificativas, uma fiscalização do Procon em nove garagens da cidade constatou uma restrição deliberada da frota, contabilizando 944 veículos parados nos pátios em pleno horário de votação. O relatório do órgão foi enviado de imediato à Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Eleitoral, devido ao dano direto causado ao deslocamento dos eleitores.

O caso segue em apuração e já é alvo de uma investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo busca esclarecer a atuação e as responsabilidades do prefeito Bruno Reis, do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, e das empresas concessionárias de transporte, enquanto os órgãos de segurança prosseguem com os trâmites legais para a conclusão do inquérito.