terça-feira, 3 de novembro
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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) rejeitou, nesta terça-feira (3), o recurso apresentado pela defesa do influenciador digital Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente. Os advogados pediam a revogação da prisão preventiva, mas os desembargadores decidiram manter os dois na cadeia.

Com a decisão, Hytalo e Israel continuarão detidos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Róger, em João Pessoa. O julgamento ocorreu em sessão semipresencial.

O relator do processo, desembargador João Benedito, considerou necessária a manutenção da prisão diante da gravidade concreta das condutas e da periculosidade dos investigados. O entendimento foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado.

A decisão desta terça-feira trata especificamente da prisão preventiva e não representa uma nova análise das condenações impostas aos dois em fevereiro de 2026.

Na ocasião, Hytalo Santos recebeu uma pena de 11 anos e quatro meses de prisão. Já Israel Vicente foi condenado a oito anos, dez meses e 20 dias de reclusão. Ambos foram sentenciados por crimes relacionados à produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, com regime inicial fechado.

Apesar das condenações, os dois ainda permanecem presos cautelarmente, enquanto aguardam os desdobramentos dos recursos judiciais.

Relembre o caso

As investigações contra Hytalo Santos começaram antes de o episódio ganhar repercussão nacional. Em 17 de dezembro de 2024, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) informou que apurava denúncias de possível exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados pelo influenciador nas redes sociais.

Natural de Cajazeiras, no interior da Paraíba, Hytalo acumulava, naquela época, aproximadamente 16,9 milhões de seguidores em um de seus perfis. A investigação buscava esclarecer a participação de adolescentes nas produções divulgadas na internet.

Quando as primeiras denúncias vieram a público, o influenciador publicou vídeos para se defender. Nas gravações, afirmou que mantinha uma relação de proximidade com os adolescentes que frequentavam sua residência, chamados por ele de “crias”.

Hytalo também declarou que sua assessoria jurídica acompanhava o caso e que as denúncias eram esclarecidas sempre que surgiam questionamentos.