Funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste (BNB) na Bahia aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). A paralisação foi decidida após os trabalhadores rejeitarem as propostas apresentadas durante a campanha salarial de 2026.
A rejeição foi expressiva nas três instituições. Entre os empregados da Caixa, 97,52% votaram contra a proposta. No Banco do Brasil, o índice chegou a 83,82%, enquanto no Banco do Nordeste foi de 72,97%.
A mobilização deverá afetar principalmente o atendimento presencial nas agências dos três bancos públicos. A adesão pode variar de uma unidade para outra, o que significa que algumas agências podem funcionar parcialmente, enquanto outras poderão ter o atendimento suspenso.
No Banco do Nordeste, os funcionários apontam como principais pontos de divergência questões relacionadas à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e à Camed, plano de saúde dos trabalhadores. Segundo o sindicato, apenas quatro das mais de 80 cláusulas apresentadas na pauta de reivindicações foram atendidas integralmente.
Entre os funcionários do Banco do Brasil, as principais pendências envolvem o Programa de Complementação de Remuneração (PCR) e a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Já na Caixa, uma das principais questões é o Saúde Caixa, com reivindicações relacionadas ao modelo de custeio e às cobranças do plano.
A situação é diferente entre os bancos privados. Na Bahia, os trabalhadores dessas instituições aprovaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com 63,38% dos votos. Dessa forma, a greve no estado ficará concentrada nos funcionários da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.
Antes do início da paralisação, o Sindicato dos Bancários da Bahia programou uma reunião de mobilização para esta quarta-feira (9), às 18h, no Ginásio de Esportes, na Ladeira dos Aflitos, em Salvador.
A greve está prevista para começar à 0h desta quinta-feira (10) e não tem prazo definido para terminar. A continuidade do movimento dependerá do andamento das negociações entre os trabalhadores e as instituições financeiras.



