quinta-feira, 22 de outubro
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A tramitação de um novo inquérito envolvendo o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) provocou preocupação entre integrantes de sua campanha a poucos dias do segundo turno das eleições. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (20), integrantes da campanha consideram que o procedimento avançou em ritmo incomum. De acordo com os dados levantados pelo grupo político, o inquérito chegou ao STF em 8 de outubro e foi formalmente registrado e distribuído a Moraes no dia 16 do mesmo mês. A equipe também aponta a possibilidade de diligências terem sido realizadas antes de uma nova manifestação do Ministério Público.

Como a investigação tramita sob sigilo, não é possível confirmar publicamente todos os detalhes de seu andamento. A Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a apuração jornalística, manifestou-se favoravelmente à abertura da investigação.

A principal preocupação dos aliados de Flávio é a possibilidade de uma decisão judicial com repercussão eleitoral ser tomada antes da votação. Ao mesmo tempo, integrantes da campanha avaliam que eventuais medidas contra o candidato às vésperas do pleito poderiam provocar uma reação contrária entre os eleitores.

A investigação envolve suspeitas relacionadas a operações financeiras e ao setor de apostas esportivas. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens trocadas com Willer Tomaz, o que levou o caso ao Supremo. O advogado também teria obtido autorização para operar uma empresa de apostas durante a gestão do então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Aliados do senador afirmam que a troca de mensagens é consequência da amizade entre os dois e negam qualquer envolvimento de Flávio em irregularidades. Willer Tomaz, por sua vez, também rejeitou acusações de conduta ilícita e informou que pretende prestar esclarecimentos às autoridades.

Diante da repercussão do caso, Flávio Bolsonaro solicitou nesta terça-feira acesso aos autos da investigação, conforme informações divulgadas pela imprensa.