quarta-feira, 21 de outubro
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O cantor Belo pode ter créditos judiciais penhorados para quitar uma dívida de aproximadamente R$ 283,5 mil em honorários advocatícios. A decisão da Justiça de São Paulo envolve uma cobrança feita pelo advogado Marcelo Epifanio Rodrigues Passos, que afirma não ter recebido os valores referentes aos serviços prestados ao artista.

Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, a Justiça autorizou a penhora de créditos que Belo tem a receber em outro processo. A medida busca reservar recursos para garantir o pagamento da dívida, mas não significa que o valor já tenha sido transferido ao advogado.

Dívida tem origem em processo contra Denilson

A cobrança está relacionada ao trabalho realizado pelo advogado na disputa judicial entre Belo e o ex-jogador de futebol Denilson. O conflito começou após um impasse envolvendo a aquisição do grupo de pagode Soweto, do qual o cantor fez parte.

Segundo o advogado, ele foi contratado em 2019 para representar Belo no caso e participou das negociações que levaram a um acordo para encerrar a disputa. Na época, a dívida cobrada por Denilson girava em torno de R$ 8 milhões e foi reduzida para aproximadamente R$ 2,7 milhões.

Marcelo Epifanio sustenta que seus honorários foram calculados com base na redução do débito e nos serviços prestados durante as negociações. Como afirma não ter recebido o valor combinado, decidiu recorrer à Justiça para cobrar a quantia.

Valor da cobrança aumentou

A ação judicial foi apresentada em fevereiro de 2026, inicialmente com uma cobrança de aproximadamente R$ 224 mil. Após a atualização dos cálculos, o montante chegou a cerca de R$ 283,5 mil.

O advogado solicitou que o dinheiro que Belo tem a receber em outro processo seja reservado para o pagamento dos honorários. A decisão envolve créditos relacionados a receitas e royalties vinculados à obra musical do cantor.

A efetivação do pagamento, entretanto, depende da existência de valores disponíveis e da análise judicial sobre a destinação dos recursos, inclusive diante de eventuais pedidos de outros credores.

Até a divulgação das informações, não havia manifestação pública de Belo sobre o novo desdobramento da cobrança.