O governo dos Estados Unidos pretende transmitir ao vivo a execução de Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército americano condenado pela morte de 13 pessoas durante um ataque na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A execução está marcada para 3 de dezembro de 2026 e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
A informação foi confirmada por uma autoridade do Pentágono, após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que a execução seria pública e que as pessoas poderiam acompanhar o procedimento. Detalhes sobre como será feita a transmissão ainda não foram divulgados.
Hasan era psiquiatra do Exército e foi condenado em 2013 por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio. O ataque aconteceu no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados de Fort Hood e deixou, além dos mortos, dezenas de pessoas feridas.
Execução será realizada em Fort Hood
A execução deverá ocorrer na própria base militar onde aconteceu o ataque. Caso seja realizada na data prevista, será a primeira execução de um integrante das Forças Armadas americanas desde 1961.
Também será a primeira vez desde 1945 que o Exército dos Estados Unidos utilizará um pelotão de fuzilamento para executar um condenado. O método havia sido utilizado pela última vez na execução do soldado Eddie Slovik, durante a Segunda Guerra Mundial.
A decisão de transmitir a execução ao vivo também é considerada sem precedente recente nos Estados Unidos. Execuções públicas deixaram de fazer parte da rotina do sistema americano há décadas. A última execução pública amplamente reconhecida no país ocorreu em 1936, no estado do Kentucky.
Decisão provoca debate
A transmissão anunciada pelo Pentágono já provoca questionamentos entre especialistas em direito e organizações que acompanham a aplicação da pena de morte. O debate envolve tanto o uso do fuzilamento quanto a decisão de permitir que a execução seja acompanhada pelo público.
O professor de direito Geoffrey Corn, da Texas Tech University, afirmou à CBS News que transformar a execução em uma transmissão pública levanta questões morais além do debate tradicional sobre a pena de morte.
A execução ainda pode estar sujeita a medidas judiciais que eventualmente alterem sua realização ou a data prevista.



