quarta-feira, 7 de outubro
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A cineasta baiana Dandara Ferreira voltou a falar sobre a relação de proximidade que manteve com Gal Costa durante a produção de “Meu Nome é Gal”, cinebiografia que chegou aos cinemas em outubro de 2023.

Gal Costa acompanhou parte do desenvolvimento do projeto e chegou a aprovar a escolha de Sophie Charlotte para interpretá-la. A cantora, porém, morreu em novembro de 2022, antes de assistir ao resultado final do longa. Para Dandara, a perda mudou profundamente o significado da produção, que passou a ser também uma homenagem à artista.

O filme nasceu de um pedido da própria Gal a Dandara, depois da realização do documentário “O Nome Dela é Gal”, produzido pela cineasta. A proposta inicialmente era contar uma trajetória mais ampla da cantora, mas as diretoras optaram por concentrar a narrativa nos anos de formação artística, período em que Gal deixou Salvador, foi para o Rio de Janeiro e se tornou uma das principais vozes da Tropicália.

Em entrevista recente, Dandara contou que Gal teve participação no processo, embora tenha deixado a equipe livre para desenvolver a obra. A cantora chegou a fazer apenas uma exigência relacionada à abordagem de sua vida pessoal, especialmente em relação à sua intimidade.

A morte da artista ocorreu enquanto o filme ainda estava em fase de finalização. Segundo Dandara, a situação trouxe tristeza e aumentou o peso emocional do projeto, já que Gal havia pedido para que ela realizasse a obra e não teve a oportunidade de assistir ao resultado.

“Meu Nome é Gal” estreou nos cinemas brasileiros em 12 de outubro de 2023, com Sophie Charlotte no papel principal e direção de Dandara Ferreira e Lô Politi. O longa utiliza também gravações originais da voz de Gal, reforçando a presença da cantora na narrativa.