quarta-feira, 21 de outubro
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O Conselho de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), falhas recorrentes nos mecanismos utilizados pela empresa para proteger a integridade dos processos eleitorais. O órgão cobrou mais transparência e consistência na aplicação das regras de moderação de conteúdo durante as eleições, com o objetivo de evitar restrições indevidas à manifestação política.

Em comunicado, a entidade destacou problemas envolvendo contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição no Brasil. As restrições técnicas identificadas nas plataformas da empresa provocaram acusações de interferência eleitoral e levantaram questionamentos sobre a igualdade de tratamento entre as candidaturas.

O conselho alertou que as falhas de moderação podem ocorrer em duas direções: quando as regras são aplicadas de maneira excessiva, restringindo manifestações políticas legítimas, ou quando são aplicadas de forma insuficiente, comprometendo a integridade eleitoral. Para o órgão, ambos os cenários representam riscos à participação democrática.

A discussão também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cobrou esclarecimentos da Meta sobre as medidas adotadas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno presidencial.

A empresa nega favorecer qualquer candidatura e afirma que os conteúdos políticos são submetidos aos mesmos critérios. A Meta também reconheceu a ocorrência de falhas técnicas e informou ter adotado medidas para corrigir os problemas identificados.

O Conselho de Supervisão reforçou que a empresa precisa desenvolver mecanismos mais eficazes para identificar erros, aprimorar a revisão de decisões automatizadas e apresentar indicadores públicos capazes de demonstrar a efetividade de suas políticas de integridade eleitoral.