Uma cobrança de aluguéis atrasados terminou em confusão, danos materiais e uma comerciante ferida dentro de uma loja de roupas no centro de Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador. O caso aconteceu na tarde de 29 de setembro, na Praça Padre Ovídio.
Segundo o relato da comerciante, de 33 anos, o proprietário do imóvel, de 48, foi até o estabelecimento para cobrar uma dívida. A situação teria começado de maneira tranquila, mas evoluiu para uma discussão.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência. Nas gravações, o homem aparece retirando roupas dos cabides e, em seguida, derrubando estruturas e prateleiras utilizadas para expor as peças. Em determinado momento, uma dessas estruturas cai sobre a comerciante.
A mulher afirma que tentou evitar que a loja fosse destruída e acabou sendo empurrada e atingida no rosto por uma estrutura metálica. Ela sofreu escoriações, arranhões, ferimentos na região da boca e hematomas pelo corpo, além de precisar de atendimento médico.
De acordo com o advogado da comerciante, Giuseppe Brioschi, havia dois aluguéis em atraso e um acordo verbal entre as partes para a quitação da dívida. O valor do débito teria chegado a R$ 7.670 até setembro.
Ainda conforme a defesa, durante a discussão, o proprietário teria passado a danificar o interior do estabelecimento, retirando roupas dos cabides e jogando mercadorias no chão. O prejuízo provocado na loja é estimado em aproximadamente R$ 7 mil.
Após o episódio, o homem deixou o local. A Polícia Militar não foi acionada no momento da ocorrência. Posteriormente, a comerciante e o marido foram até uma delegacia para registrar o caso.
A Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana investiga uma denúncia envolvendo dano, lesão corporal e violência psicológica. Guias para perícia foram expedidas, enquanto diligências e oitivas são realizadas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Até as informações mais recentes divulgadas sobre o caso, não havia manifestação pública da defesa do proprietário apontado pela comerciante como responsável pelos danos e pelas agressões.
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