Os dois homens acusados de envolvimento na morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Salvador a penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de prisão. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, quase dez anos após o crime.
Patric Ribeiro Tupinambá foi condenado a 28 anos e 7 meses de reclusão, enquanto Edgar da Silva Santos recebeu pena de 23 anos e 3 meses. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado. No caso de Patric, também houve condenação por roubo de um telefone celular durante o crime.
O assassinato aconteceu em 12 de novembro de 2016, dentro do Salão Valdir Cabeleireiro, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia, Patric e outros dois homens não identificados efetuaram disparos contra Valdir, sob determinação de Edgar.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, acolheu a tese da acusação e reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio qualificado. Entre as qualificadoras reconhecidas estão motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum a terceiros, considerando que o crime ocorreu dentro do salão, onde havia clientes.
Além da pena pelo homicídio, Patric recebeu mais 5 anos e 4 meses de reclusão pelo roubo do celular da vítima durante a ação.
Julgamento durou 14 horas
A sessão foi presidida pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, do 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador. O julgamento durou aproximadamente 14 horas e terminou já nos primeiros minutos da madrugada desta quarta-feira (7). Ao final, o magistrado decretou a prisão dos dois condenados.
Durante a sessão, duas irmãs de Valdir foram ouvidas como testemunhas. Os réus também foram interrogados, antes dos debates entre acusação e defesa, que se estenderam por mais de oito horas, com momentos de réplica e tréplica.
A condenação encerra uma espera de quase uma década por uma decisão do Tribunal do Júri sobre o assassinato do cabeleireiro, que era conhecido por atender clientes na capital baiana.


