sábado, 31 de outubro
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pode enfrentar questionamentos do Ministério Público após publicar mensagens incentivando o boicote a estabelecimentos comerciais associados a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa foi criticada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defendeu uma possível atuação do órgão contra o parlamentar.

A manifestação de Marinho ocorreu nesta sexta-feira (30), durante entrevista à coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles. Na ocasião, o ministro alertou empresários sobre os riscos de aderir a campanhas que possam prejudicar os negócios e comprometer os empregos dos funcionários.

Marinho afirmou que o Ministério Público deveria avaliar como agir diante da publicação de Nikolas. Segundo o ministro, a iniciativa pode estimular situações de violência contra trabalhadores.

“Não podem entrar num papo furado de um irresponsável que brinca de influencer, deputado influencer”, declarou.

O ministro também classificou a atitude como uma possível incitação à violência e defendeu que o deputado tenha responsabilidade na maneira como se comunica com seus eleitores.

A polêmica começou após Nikolas publicar, nas redes sociais, uma mensagem direcionada a comerciantes de esquerda. Na postagem, o parlamentar lançou um desafio para que empresários identificados com o PT colocassem bandeiras do partido na fachada de seus estabelecimentos.

“Você que é comerciante de esquerda. Desafio lançado: coloque a bandeira do PT no seu estabelecimento”, escreveu.

A publicação ocorre em meio à circulação de campanhas de boicote contra empresas e profissionais identificados como apoiadores de Lula após o resultado das eleições.

Além da manifestação de Luiz Marinho, deputados do PT também acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), na quinta-feira (29), solicitando uma investigação sobre campanhas de boicote, ameaças e possíveis perseguições políticas contra comerciantes e trabalhadores.

Os parlamentares também pediram que seja apurada a publicação de Nikolas e uma eventual relação com as campanhas de retaliação. Até o momento, os pedidos representam solicitações de investigação, e não uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do deputado.