sábado, 31 de outubro
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A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do influenciador digital e deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), investigado por suspeita de participação em um esquema de extorsão contra uma mulher vítima de violência doméstica. A decisão foi assinada na quinta-feira (29), pelo juiz Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, da 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Identificado como Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, o político ganhou notoriedade nas redes sociais com publicações e denúncias relacionadas à criminalidade e à segurança pública. A ordem de prisão está relacionada ao recebimento de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que também cita Rizelly da Silva Santos. Entretanto, o mandado de prisão preventiva divulgado pela Justiça é direcionado expressamente a Emerson.

A investigação aponta que, no início de 2026, Emerson teria se passado por policial militar para conquistar a confiança da mulher e obter vantagens financeiras. Segundo informações divulgadas anteriormente sobre o caso, ele teria se apresentado como “sargento Emerson”, supostamente vinculado à Casa Civil do governo estadual. A Polícia Civil chegou a realizar buscas em um endereço ligado ao investigado, onde foram apreendidos munições de uso restrito, um distintivo policial e um gorro da Polícia Militar, entre outros objetos.

A decisão judicial também estabelece que a necessidade de manutenção da prisão preventiva deverá ser reavaliada no prazo de 90 dias, conforme prevê a legislação. A medida cautelar, no entanto, não representa uma condenação definitiva.

Emerson Freitas foi eleito deputado estadual nas eleições de 2026, conquistando 49.254 votos. Ele foi o segundo candidato mais votado do MDB para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A posse dos novos parlamentares está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Defesa contesta investigação

Após a repercussão da decisão, a defesa de Emerson contestou as acusações e apontou possíveis irregularidades na investigação. Os advogados afirmaram que o deputado eleito compareceu espontaneamente ao Grupo de Operações Especiais (GOE), em 15 de outubro, prestou depoimento e solicitou acesso integral ao inquérito.

A defesa também questionou a divulgação de informações de um procedimento que tramita sob segredo de Justiça e sustentou que existem questionamentos sobre os elementos apresentados na investigação.

Procurado, o diretório estadual do MDB informou que tomou conhecimento do mandado de prisão por meio da imprensa. Em nota, a legenda declarou que acompanhará os desdobramentos do caso e aguardará os esclarecimentos das autoridades competentes, destacando o respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência.