A Petrobras anunciou uma terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A confirmação foi divulgada na quinta-feira (29) e representa mais um resultado positivo na campanha exploratória da estatal em uma das áreas consideradas estratégicas para o futuro da produção de petróleo no Brasil.
O poço está situado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas, a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá. A perfuração ocorre em uma região onde a profundidade do mar chega a 2.886 metros.
A nova ocorrência foi identificada durante a avaliação de outros intervalos geológicos de interesse. Com isso, a Petrobras confirmou três descobertas de petróleo na mesma perfuração, sendo as anteriores anunciadas em agosto e no início de outubro deste ano.
Em comunicado, a presidente da companhia, Magda Chambriard, destacou que os resultados reforçam as perspectivas exploratórias da região e ampliam o conhecimento sobre o potencial da Margem Equatorial brasileira.
Perfuração foi concluída
Segundo a Petrobras, os trabalhos de perfuração e a coleta de informações geológicas no poço Morpho foram finalizados. A sonda utilizada na operação será deslocada para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde começará uma nova atividade exploratória na área conhecida como Mãe de Ouro.
Apesar das três descobertas, ainda serão necessários estudos técnicos e novas perfurações para determinar o volume das reservas, as características do petróleo e a viabilidade econômica de uma eventual produção comercial.
A companhia prevê avançar na avaliação da área com a perfuração de outros três poços de delimitação, planejados para o primeiro trimestre de 2027.
Margem Equatorial está no radar da Petrobras
A Margem Equatorial brasileira se estende do litoral do Amapá até o Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira para a exploração de petróleo e gás natural no país.
A região desperta interesse da indústria petrolífera devido ao potencial de reservas e à possibilidade de ampliar a produção nacional nos próximos anos.
A Petrobras defende que a exploração de novas áreas é importante para recompor suas reservas e garantir o abastecimento energético no longo prazo.
Entretanto, as atividades na Foz do Amazonas também enfrentam questionamentos ambientais. O Ministério Público Federal (MPF) voltou a questionar judicialmente a licença concedida para a exploração na região, apontando preocupações relacionadas à segurança ambiental e à proteção de comunidades tradicionais.
O avanço das pesquisas na área mantém o debate sobre a expansão da produção de petróleo e os possíveis impactos ambientais na região amazônica.



