quarta-feira, 28 de outubro
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O governo dos Países Baixos anunciou, na segunda-feira (26), a intenção de investir até US$ 500 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,5 bilhões, no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa liderada pelo Brasil para financiar a preservação de florestas tropicais. O anúncio ocorreu um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta foi apresentada ao Parlamento holandês e prevê que os recursos sejam destinados ao mecanismo ao longo de dez anos. O compromisso, no entanto, está condicionado à estruturação financeira do fundo e à conclusão dos procedimentos necessários para sua implementação. <escape></escape>

Com a contribuição anunciada pela Holanda, os compromissos financeiros previstos para o TFFF chegam a US$ 7,8 bilhões. A iniciativa precisa alcançar US$ 10 bilhões até o fim de 2026 para cumprir a meta inicial de capitalização. A expectativa é que o mecanismo entre em operação em meados de 2027, após a conclusão de sua estruturação com participação do Banco Mundial. <escape></escape>

Como funciona o fundo de florestas

Lançado pelo Brasil durante a COP30, realizada em Belém, em novembro de 2025, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre foi criado para recompensar financeiramente países que conservam suas florestas tropicais.

O modelo prevê a aplicação dos recursos em investimentos financeiros, com os rendimentos líquidos destinados a pagamentos aos países que cumprirem critérios de conservação ambiental. A preservação deverá ser monitorada por imagens de satélite, e os repasses poderão sofrer reduções caso sejam identificados desmatamento ou degradação florestal.

A meta de longo prazo é reunir US$ 125 bilhões, sendo US$ 25 bilhões provenientes de governos e outras fontes de capital inicial, além de US$ 100 bilhões esperados de investidores privados. O projeto também prevê que pelo menos 20% dos pagamentos nacionais sejam destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais. <escape></escape>

Anúncio ocorre após resultado das eleições brasileiras

A decisão holandesa foi divulgada na segunda-feira seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado no domingo (25), que confirmou a reeleição de Lula. O momento do anúncio chamou a atenção pelo peso do tema ambiental na agenda internacional e pela relação do governo brasileiro com a criação do fundo.

Apesar da coincidência de datas, não há confirmação oficial de que o resultado eleitoral tenha determinado a decisão dos Países Baixos. O governo holandês justificou a iniciativa pela necessidade de fortalecer o combate às mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e criar incentivos financeiros para a conservação das florestas tropicais. <escape></escape>

A proposta conta com o apoio de outros países, entre eles Noruega, Indonésia, Alemanha, França e Reino Unido. O compromisso holandês representa mais um passo na tentativa de viabilizar o mecanismo brasileiro, que busca transformar a preservação das florestas em uma fonte permanente de financiamento ambiental.