O secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, afirmou que a Prefeitura pretende solicitar ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a responsabilização de sindicalistas que teriam participado da colocação de adesivos eleitorais em ônibus do transporte público durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). O gestor declarou que a administração municipal vai pedir que os envolvidos sejam identificados e que sejam adotadas medidas judiciais, incluindo pedidos de prisão.
A declaração foi feita nesta terça-feira (27), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador. Segundo Pablo Souza, a prefeitura encaminhará uma manifestação formal à Justiça Eleitoral, que apura as falhas registradas na operação do transporte público da capital baiana no dia da votação.
De acordo com o secretário, a colocação de adesivos com propaganda eleitoral nos coletivos teria provocado atrasos na saída dos veículos das garagens. A prefeitura atribuiu o problema à retirada do material, que considerou irregular, antes de liberar os ônibus para circulação.
Prefeitura quer investigação sobre adesivos nos ônibus
Pablo Souza defendeu que a apuração identifique os responsáveis pela adesivação dos veículos e que eventuais infrações eleitorais sejam investigadas. O secretário também questionou o que considera tratamento desigual na análise das denúncias envolvendo o transporte público de Salvador e da Região Metropolitana.
Durante a entrevista, ele afirmou que pretende cobrar providências também sobre relatos de ônibus metropolitanos que teriam permanecido nas garagens durante o domingo eleitoral. O secretário criticou a atuação do governo estadual no episódio e disse que, na avaliação dele, houve politização do caso.
TRE-BA já havia determinado medidas sobre o transporte
A polêmica começou no domingo (25), quando eleitores e representantes políticos denunciaram a redução da circulação de ônibus em Salvador. O TRE-BA determinou o restabelecimento integral da frota e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem.
Na ocasião, o tribunal também determinou a prisão em flagrante de Pablo Souza, que estava em Paris em missão oficial. No dia seguinte, porém, a ordem de prisão foi revogada, e a Justiça Eleitoral solicitou documentos e registros operacionais à prefeitura, à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e às concessionárias para investigar as circunstâncias da redução da frota.
O Sindicato dos Rodoviários de Salvador negou participação na retenção dos ônibus e afirmou que a organização das escalas e a operação do serviço são responsabilidades da gestão municipal e das empresas concessionárias. A entidade declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos.
A investigação deverá esclarecer quem participou da colocação dos adesivos, quais foram as causas dos atrasos e se houve irregularidades durante a operação do transporte público no segundo turno.


