domingo, 25 de outubro
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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) denunciou, neste domingo (25), problemas na circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o parlamentar, eleitores relataram demora no transporte público, pontos lotados e dificuldades para chegar aos locais de votação.

Robinson afirmou ter recebido informações de representantes do Sindicato dos Rodoviários de que veículos estariam retidos nas garagens. Diante das queixas, o deputado disse que a situação foi levada à Justiça Eleitoral para garantir o direito de deslocamento dos eleitores.

O petista responsabilizou politicamente o prefeito Bruno Reis (União Brasil) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) pelos problemas e acusou os dois de dificultar o acesso da população às urnas. As declarações foram feitas pelo parlamentar em meio às reclamações registradas em diferentes regiões da capital baiana.

A situação do transporte público foi confirmada por relatos de passageiros e por informações da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que reconheceu uma interrupção na saída de ônibus da garagem G5, no bairro do Caminho de Areia. A pasta atribuiu o episódio a uma ocorrência envolvendo a adesivação de veículos e informou que medidas estavam sendo adotadas para normalizar a operação.

A repercussão do caso levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar o restabelecimento imediato da frota, com previsão de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. Já o Procon-BA informou ter encontrado 55 ônibus aptos a operar, mas parados no pátio de uma garagem, e autuado a empresa responsável.

A Semob afirmou que a operação estava sendo normalizada e que a orientação era liberar os coletivos para assegurar o deslocamento dos eleitores. As acusações de Robinson Almeida contra Bruno Reis e ACM Neto são declarações do parlamentar e não comprovam, por si só, responsabilidade direta dos dois pelas retenções.