A modelo baiana Giane Alves, de 32 anos, morreu na sexta-feira (2), em Condeúba, no sudoeste da Bahia, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Ela estava acompanhando o filho caçula, de apenas 45 dias de vida, durante uma consulta médica de rotina quando passou mal e desmaiou. Apesar de receber atendimento imediato, não resistiu.
A morte foi confirmada pelo agente da modelo, Miguel Crispim. Segundo ele, Giane não apresentava sinais clínicos anteriores e havia tido uma gestação sem complicações. A modelo era casada e deixa dois filhos.
O sepultamento aconteceu no sábado (3), no Cemitério Municipal do distrito de Alegre, em Condeúba, onde Giane nasceu. Nos últimos anos, ela havia retornado ao interior da Bahia para viver com o marido e os filhos, após uma carreira marcada por trabalhos no Brasil e no exterior.
Carreira começou em posto de gasolina
A trajetória de Giane no mundo da moda começou de maneira inesperada. Antes de se tornar modelo, ela trabalhava como frentista em um posto de gasolina em São Paulo, onde foi descoberta por uma olheira de uma agência.
Depois de participar de testes, ensaios e castings, iniciou a carreira profissional e, aos 21 anos, passou a trabalhar para marcas internacionais. Giane construiu uma carreira em importantes mercados da moda, com trabalhos em cidades como Londres, Nova York e Milão, além de passagens por Alemanha, Portugal e outros países.
A modelo também participou de desfiles da São Paulo Fashion Week e teve trabalhos publicados em veículos especializados, como Vogue Brasil, Vogue Itália, L’Officiel e Elle. Em 2016, chegou a estampar a capa da L’Officiel Brasil.
Após anos vivendo entre São Paulo e diferentes centros internacionais da moda, Giane decidiu voltar para a Bahia e priorizar a convivência com a família. Segundo o agente, ela buscava uma rotina mais tranquila para criar os filhos.
A morte precoce da modelo, pouco mais de um mês após o nascimento do segundo filho, causou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória profissional.


