A tentativa de acordo entre a Caixa Econômica Federal e os representantes dos funcionários terminou sem consenso no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A sessão de mediação foi realizada nesta quarta-feira (23), a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), mas não houve entendimento para encerrar a paralisação.
Participaram da reunião representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). Segundo o TST, apesar das negociações, não foi possível chegar a um acordo.
A greve começou em setembro e tem como principal ponto de divergência as regras do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Antes da mediação no TST, os trabalhadores já haviam rejeitado uma terceira proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas na segunda-feira (21).
Entre os pontos da proposta estavam mudanças no custeio do plano de saúde. A Caixa havia apresentado a ampliação, a partir de 2027, do limite de participação do banco no financiamento do Saúde Caixa, de 6,5% para 9% da folha de pagamento. Mesmo com as alterações, a proposta não foi aprovada pelos trabalhadores.
Com o impasse, a paralisação continua nas unidades que aderiram ao movimento. O TST informou que as partes ainda podem buscar um acordo a qualquer momento, mantendo aberta a possibilidade de novas negociações.
Apesar da greve, serviços como pagamentos de benefícios, saque do FGTS e outras operações continuam disponíveis por canais digitais, caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes bancários. A Caixa também informou que os pagamentos de programas sociais seguem normalmente.



