Crianças a partir de 2 anos de idade vítimas de violência sexual passaram a ser contempladas pela indicação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida amplia a proteção oferecida pelo imunizante a crianças que foram expostas ao vírus.
A recomendação faz parte das orientações do Ministério da Saúde e deve ser aplicada após avaliação de profissionais responsáveis pelo atendimento da vítima. A indicação também contempla meninos e meninas.
A vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenção contra a infecção pelo papilomavírus humano, que pode provocar verrugas e está associado a diferentes tipos de câncer. Entre eles estão os de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e algumas regiões da boca e da garganta.
Para as vítimas de violência sexual, o esquema de vacinação varia conforme a idade. Na faixa de 9 a 14 anos, são recomendadas duas doses, com intervalo de seis meses. Para pessoas de 15 a 45 anos, são indicadas três doses, aplicadas nos intervalos de zero, dois e seis meses.
A vacinação de crianças menores de 9 anos nesse contexto depende de avaliação e indicação médica. O atendimento à vítima deve ocorrer de forma integrada, incluindo as demais medidas de cuidado e prevenção recomendadas pelos serviços de saúde.
Na vacinação de rotina, o SUS oferece o imunizante em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também mantém recomendações específicas para outros grupos, como pessoas imunodeprimidas e pacientes com papilomatose respiratória recorrente.



