O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão também excluiu o vínculo que havia sido registrado entre o parlamentar e o partido Missão, regularizando sua situação eleitoral para a disputa pela Presidência da República.
A mudança ocorreu após Flávio aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão. O registro, feito na véspera, provocou a desfiliação automática do senador do PL e impediu, temporariamente, que a legenda formalizasse sua candidatura ao Palácio do Planalto.
A defesa de Flávio afirmou que ele não autorizou a filiação ao Missão e classificou o episódio como uma fraude. O próprio partido também declarou ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e negou interesse em receber o senador em seus quadros.
Na decisão, Nunes Marques determinou ainda a preservação dos registros de acesso ao sistema de filiação partidária e o envio do caso à Polícia Federal para investigação. O TSE informou que não houve invasão hacker ao sistema, mas que a filiação foi inserida utilizando credenciais legítimas.
Com a determinação, o sistema Candex foi liberado para que o PL possa apresentar o pedido de registro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O prazo para o registro termina neste sábado (15).
Flávio foi escolhido pelo PL como candidato à Presidência e deverá disputar a eleição de 2026 como representante do partido. A decisão desta quinta-feira elimina, por enquanto, o obstáculo que havia colocado em dúvida a possibilidade de formalização da candidatura dentro do prazo eleitoral.



