A morte de José Alexandre Souza Borges, conhecido como Nakombi, de 28 anos, deixou uma família marcada pela tragédia. Torcedor do Bahia e integrante da torcida organizada Bamor, ele foi morto a facadas durante uma confusão registrada horas antes do Ba-Vi deste domingo (23), em Salvador.
José Alexandre deixa um filho de apenas dois meses, que nasceu em junho deste ano. Nas redes sociais, a companheira da vítima lamentou a perda e destacou que ele era muito mais do que sua ligação com uma torcida organizada.
Em uma publicação de despedida, ela descreveu José Alexandre como um bom pai, filho, marido e amigo. Também ressaltou que ele tinha uma família e pessoas que se importavam com ele para além da paixão pelo futebol.
O crime aconteceu na Avenida 29 de Março, conhecida como Via Regional, poucas horas antes do clássico entre Bahia e Vitória, disputado no Barradão. Segundo informações da Polícia Civil, seis homens foram presos em flagrante por suspeita de envolvimento no homicídio e na tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas.
A Polícia Militar informou que a ocorrência teria envolvido integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis, ligada ao Vitória, e um torcedor do Bahia apontado como integrante da Bamor. Durante as diligências, foram apreendidos objetos perfurocortantes, artefatos explosivos, fogos de artifício e latas de spray.
José Alexandre havia compartilhado recentemente, ao lado da companheira, registros do nascimento do filho e da saída da maternidade. A criança tinha apenas dois meses quando o pai foi morto.
O caso provocou manifestações de pesar entre torcedores e integrantes de outras torcidas organizadas. As circunstâncias do homicídio continuam sendo investigadas pela Polícia Civil, que deverá apurar a participação de cada um dos suspeitos presos.
A violência registrada antes do Ba-Vi voltou a levantar o debate sobre os confrontos entre torcidas organizadas em Salvador e sobre a necessidade de medidas para impedir que a rivalidade esportiva termine em episódios de violência.


