sexta-feira, 23 de outubro
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O secretário municipal de Segurança Pública de Barra do Corda, no Maranhão, o sargento da Polícia Militar Antonio James Mota da Silva, foi afastado do cargo após a divulgação de áudios nos quais defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT). O caso chegou ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que acionou a Polícia Federal para investigar o conteúdo das gravações.

Nas mensagens, compartilhadas em um grupo de policiais militares, James Mota se refere a apoiadores do PT como “inimigos da polícia” e defende que prisões sejam realizadas para intimidar outros eleitores. Em um dos trechos, ele incentiva ações contra integrantes do partido durante o período eleitoral.

O prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles (MDB), determinou o afastamento do secretário na quinta-feira (22). A medida foi formalizada por meio de uma portaria e deve permanecer em vigor até o encerramento das eleições.

Após a repercussão do caso, James Mota confirmou a autoria das mensagens, mas afirmou que as declarações foram feitas em tom de brincadeira, durante conversas em um grupo fechado de policiais militares. Segundo ele, havia provocações políticas recíprocas entre os participantes.

O sargento reconheceu que utilizou expressões fortes, mas negou que tivesse a intenção de perseguir eleitores ou utilizar o cargo público para favorecer ou prejudicar qualquer grupo político.

Além do afastamento determinado pela prefeitura, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também anunciou medidas para afastar o militar e apurar as declarações.

O TRE-MA encaminhou o caso à Polícia Federal para investigação. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias das mensagens e verificar se houve condutas que possam configurar irregularidades eleitorais, especialmente relacionadas à intimidação de eleitores às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, também apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral, solicitando a investigação das declarações atribuídas ao sargento.