Três em cada quatro brasileiros entrevistados pela pesquisa Atlas/Bloomberg afirmam ser favoráveis à proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, no país. Segundo o levantamento divulgado nesta semana, 75% concordam com a proibição, enquanto 17% são contrários e 8% não concordam nem discordam.
Entre os que defendem a medida, 71% afirmam concordar totalmente com a proibição e 4% concordam parcialmente. O percentual representa um aumento de dois pontos em relação à pesquisa realizada em abril, quando 73% dos entrevistados apoiavam o fim das apostas on-line.
A pesquisa também questionou os participantes sobre os impactos das bets na sociedade. Para 59,9%, as apostas trazem somente prejuízos. Outros 28,6% avaliam que elas provocam mais prejuízos do que benefícios. Apenas 0,7% consideram que o setor traz somente benefícios, enquanto 0,2% apontam mais benefícios do que prejuízos.
O levantamento mostrou ainda forte apoio a outras medidas de restrição. 84% dos entrevistados disseram que as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos, enquanto 79% defendem limites para a publicidade das plataformas. Além disso, 88% discordam da ideia de que as apostas on-line possam ser utilizadas como forma de complementar a renda.
A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre o acesso de crianças e adolescentes às plataformas. Ao todo, 66% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, que menores de idade têm facilidade para acessar as bets.
O tema ganhou espaço no debate público e eleitoral de 2026, com diferentes propostas em discussão para o setor, que incluem desde a proibição das plataformas ou de determinados tipos de apostas até medidas de controle, restrição da publicidade e proteção financeira dos usuários.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas adultas em todo o Brasil entre os dias 17 e 22 de setembro. O levantamento foi realizado por recrutamento digital aleatório, tem margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.



