A decisão da TV Globo de não adquirir o pacote completo de transmissão da Copa do Mundo de 2026 foi resultado de uma estratégia financeira adotada pela empresa ainda durante a pandemia de Covid-19. O impacto da crise econômica e o aumento expressivo dos custos dos direitos de transmissão levaram a emissora a priorizar um pacote reduzido de partidas.
Pela primeira vez desde 1970, a Globo não exibiu todos os jogos de um Mundial. Nesta edição da Copa, a emissora transmitiu 55 das 104 partidas, enquanto a CazéTV garantiu os direitos do pacote completo e o SBT também participou da cobertura com parte dos confrontos.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a renegociação dos contratos durante a pandemia foi determinante para a mudança de estratégia. Na época, a empresa buscou reduzir despesas diante da queda de receitas, ao mesmo tempo em que o valor cobrado pelos direitos de transmissão da Copa continuava em alta.
Outro fator apontado foi o crescimento da concorrência no mercado de mídia esportiva, impulsionado por plataformas digitais. A entrada de novos players, como a LiveMode, responsável pela CazéTV, elevou a disputa pelos direitos de transmissão e mudou o cenário das grandes competições esportivas no Brasil.
Mesmo sem exclusividade, a Globo afirma que a estratégia buscou equilibrar os investimentos e manter uma ampla cobertura da competição, priorizando os jogos da Seleção Brasileira, a final e parte dos principais confrontos do torneio. A empresa também já sinalizou interesse em disputar novamente os direitos integrais da Copa do Mundo de 2030.


