A jornalista e apresentadora argentina Nancy Pazos fez um alerta aos eleitores brasileiros sobre o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Durante participação no canal argentino C5N, na sexta-feira (9), ela comparou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à experiência da Argentina sob o governo de Javier Milei.
Em tom de advertência, Pazos afirmou que os brasileiros deveriam observar os efeitos das medidas adotadas pelo presidente argentino antes de decidir o futuro político do país. A jornalista citou o fechamento de fábricas, as dificuldades para conseguir emprego e os impactos da situação econômica sobre a população.
“Eu adoraria estar falando agora com os brasileiros, mas eu venho do futuro. Eu sei o que vocês vão dizer, que é preciso tentar outra coisa, que é preciso mudar. Me escutem, nós já tentamos”, declarou a apresentadora durante a transmissão.
Na sequência, Nancy Pazos foi ainda mais contundente ao avaliar uma possível vitória do candidato do PL. “Se o Bolsonaro ganhar, o que vem é um filme de terror”, afirmou, em referência ao cenário que, na avaliação dela, poderia se repetir no Brasil.
Conhecida por suas críticas à gestão de Javier Milei, a jornalista também questionou os resultados da política econômica argentina, mencionando as dificuldades enfrentadas por trabalhadores e empresas. Sua manifestação ganhou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate sobre as possíveis semelhanças entre as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro e o modelo adotado pelo presidente argentino.
A campanha do senador brasileiro tem sinalizado interesse em medidas inspiradas na gestão de Milei. Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, já declarou que o plano econômico do candidato busca referências na experiência argentina.
O segundo turno será disputado entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao direcionar sua mensagem aos brasileiros, Nancy Pazos apresentou a experiência de seu país como um alerta político e econômico, defendendo que os eleitores considerem as consequências das propostas de governo antes de escolher o próximo presidente.



