O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, provocou repercussão nas redes sociais após anunciar uma proposta para reduzir o endividamento de brasileiros. Durante o debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18), o parlamentar afirmou que pretende comprar dívidas bancárias por meio do governo federal, suspender temporariamente as cobranças e renegociar os débitos com parcelas menores.
A proposta prevê seis meses de carência para pessoas físicas e até um ano para empresas. Segundo Flávio, após esse período, os devedores poderiam retomar os pagamentos com condições mais acessíveis. O candidato citou como exemplo prestações de R$ 100 ou R$ 200, que poderiam ser reduzidas para valores entre R$ 20 e R$ 30.
A declaração gerou questionamentos sobre a viabilidade econômica da medida, especialmente em relação aos recursos necessários para a compra das dívidas, à compensação dos bancos e às condições para a redução dos valores devidos.
Nas redes sociais, internautas também estabeleceram comparações com o Plano Collor, implementado em 1990 pelo então presidente Fernando Collor de Mello. Na ocasião, o governo bloqueou temporariamente parte dos recursos mantidos pelos brasileiros em contas bancárias e cadernetas de poupança, em uma tentativa de conter a inflação.
Apesar das comparações, as medidas são diferentes. Enquanto o Plano Collor restringiu o acesso a parte do dinheiro dos próprios correntistas, a proposta de Flávio prevê a aquisição de dívidas pelo governo e a renegociação dos pagamentos. Os detalhes sobre o financiamento e a execução do programa ainda precisam ser esclarecidos.


