Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional após rejeitarem a nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (21), em assembleias realizadas pela categoria.
Na votação realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 59,3% dos participantes foram contrários à proposta. Com a rejeição, a paralisação iniciada em 10 de setembro continua por tempo indeterminado.
O principal ponto de divergência entre os trabalhadores e a Caixa é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A nova proposta previa que, a partir de 2027, a contribuição do titular seria de 3,7% da remuneração-base, além de valores mensais para dependentes.
Para 2026, a Caixa havia proposto manter as mensalidades sem reajuste e assumir o déficit do plano. A proposta também aumentava de 6,5% para 9% o limite de participação da instituição no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.
Entre os pontos apresentados pelo banco estavam ainda a redução da cobrança por consultas em pronto atendimento, de R$ 150 para R$ 120, e a manutenção da isenção de coparticipação em atendimentos de telemedicina.
Mesmo com as mudanças, os empregados decidiram não aceitar o acordo. As entidades que representam a categoria defendem novas negociações para obter alterações nas regras de custeio e em outros pontos do acordo coletivo.
A Caixa informou que pretende continuar buscando uma solução para a negociação. Enquanto a greve prossegue, o banco orienta os clientes a utilizarem canais digitais e remotos, além de caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais Banco24Horas.


