A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra sofreu mais uma derrota na Justiça nesta terça-feira (27). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, que buscava transferir o processo criminal contra ela para a Justiça Federal. Com a decisão, o caso continuará tramitando na Justiça estadual.
A defesa argumentava que a investigação deveria ser conduzida pela esfera federal devido à suposta dimensão transnacional da organização criminosa investigada, além de possíveis conexões com operações financeiras internacionais e outros procedimentos judiciais.
Os desembargadores, no entanto, entenderam que os argumentos apresentados não demonstraram elementos suficientes para justificar a transferência do processo. Segundo o entendimento adotado no julgamento, a menção à atuação internacional de uma organização criminosa não é suficiente, por si só, para determinar a competência da Justiça Federal.
Defesa pretende recorrer ao STJ
Após a decisão, os advogados de Deolane informaram que pretendem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A equipe jurídica afirmou que respeita o entendimento do tribunal paulista, mas mantém a posição de que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal.
A defesa também sustenta que a prisão preventiva da influenciadora é desnecessária e desproporcional. Os advogados afirmam que vão continuar utilizando os recursos legais disponíveis para contestar as decisões judiciais.
É importante destacar que o julgamento realizado pelo TJSP tratou da competência para conduzir o processo e não representou uma nova análise direta sobre a necessidade de manter Deolane presa. A decisão, contudo, mantém válidos os atos processuais anteriores e a tramitação do caso na esfera estadual.
Deolane é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde maio de 2026, no âmbito da Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura suspeitas de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os elementos investigados estão movimentações financeiras, aquisição de bens e possíveis operações destinadas a ocultar a origem de recursos. As acusações ainda estão sujeitas à apuração judicial, e a influenciadora nega as imputações.
Com a negativa do habeas corpus, o processo permanece na Justiça paulista, enquanto a defesa prepara um novo recurso para tentar modificar o entendimento do tribunal.


