Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobilizaram diante da possibilidade de uma nova suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do espaço, alertou os seguidores sobre o risco de interrupção do serviço e orientou que eles passem a acompanhar o canal oficial de Lula caso o bloqueio seja confirmado.
A preocupação ocorre em meio a uma sequência de decisões do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, envolvendo o funcionamento do canal, que reúne milhões de seguidores e é utilizado para divulgar conteúdos políticos e mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais.
TSE cobra explicações das plataformas
Na quinta-feira (22), Nunes Marques determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, apresentasse em 24 horas um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal. A medida atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona a existência de possíveis ações coordenadas para ampliar a circulação de conteúdos políticos na internet.
O levantamento deverá verificar se houve sincronização de atividades, reprodução sistemática de mensagens, articulação entre contas e plataformas, além de eventual impulsionamento pago e amplificação artificial de publicações. Google e X também foram acionados para fornecer informações sobre a circulação de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro.
Campanha de Lula recorre para evitar bloqueio
Diante da possibilidade de uma nova suspensão, a campanha de Lula apresentou nesta sexta-feira (23) um pedido preventivo ao TSE para tentar impedir que o canal seja retirado do ar. A iniciativa busca contestar uma eventual interrupção do serviço antes do segundo turno presidencial.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Janones também recorreu a advogados para tentar evitar o bloqueio e orientou os apoiadores a não promoverem ataques contra autoridades em razão do caso.
Canal já foi suspenso anteriormente
O “Exército do Lula” já esteve no centro de decisões divergentes dentro do TSE. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e autorizou o restabelecimento provisório do espaço.
Dois dias depois, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão, desta vez sob o argumento de que o canal precisava ser formalmente registrado na Justiça Eleitoral. Após a regularização do endereço pela campanha petista, o ministro autorizou a retomada do funcionamento, observadas as condições estabelecidas pela Corte.
Até o momento das informações consultadas, a possibilidade de uma nova retirada do ar era tratada como uma preocupação da campanha, e não como uma suspensão já confirmada para as 18h desta sexta-feira.



