domingo, 25 de outubro
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), foi alvo de um novo pedido de prisão em flagrante apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25). A iniciativa partiu da Federação PSOL-Rede e do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), em meio à crise provocada por atrasos na circulação dos ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais.

A solicitação reforça uma medida anterior apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que também pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Os partidos alegam que houve descumprimento de determinações judiciais que exigiam o restabelecimento integral da frota de ônibus, com operação equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

Na nova petição, os autores também mencionaram a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que prorrogou a votação até as 19h. Entre as medidas solicitadas estão a liberação dos veículos aptos a circular, a fiscalização pelas forças policiais e o aumento da multa por hora em caso de descumprimento.

Bruno Reis negou que a prefeitura tenha determinado a redução da frota e atribuiu os atrasos à retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos coletivos. Segundo o prefeito, a operação foi normalizada ao longo da manhã, após a gestão autorizar a saída dos veículos mesmo com o material.

O caso gerou manifestações divergentes no âmbito institucional. O Ministério Público Eleitoral se posicionou contra o pedido inicial de prisão do prefeito, argumentando que ele não havia sido o destinatário direto da ordem judicial. Até a publicação das informações consultadas, os pedidos apresentados contra Bruno Reis ainda dependiam de decisão da Justiça Eleitoral.