O número de mortos após a avalanche de lama, água e destroços que atingiu áreas do Nepal e do Tibete subiu para 335, segundo balanços divulgados nesta quinta-feira (27). Outras 1.468 pessoas estão desaparecidas após o desastre provocado pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia.
A tragédia atingiu principalmente áreas próximas à fronteira entre o Nepal e a China. A enorme quantidade de água, lama, pedras e outros detritos avançou pelos vales e destruiu casas, estradas, pontes e estruturas de infraestrutura.
No Nepal, a região de Rasuwa foi uma das mais afetadas. O desastre também atingiu áreas próximas aos rios Bhote Koshi e Trishuli, provocando uma onda de destruição ao longo do percurso da enxurrada.
Do outro lado da fronteira, no Tibete, o porto de Gyirong também foi atingido por deslizamentos e uma forte correnteza. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos que viajavam pela região.
Equipes do Exército e da polícia dos dois países foram mobilizadas para as operações de busca e resgate. Helicópteros estão sendo utilizados para localizar sobreviventes e levar alimentos, medicamentos e outros itens de emergência às áreas isoladas.
O trabalho das equipes é dificultado pela destruição de estradas e pontes e pelas condições do terreno. Há locais que permanecem de difícil acesso, aumentando a preocupação com as pessoas que ainda não foram localizadas.
Inicialmente, houve suspeitas de que um terremoto pudesse ter provocado o desastre. No entanto, análises posteriores apontaram que o colapso de uma geleira teria desencadeado uma enorme avalanche de gelo, rochas e sedimentos, provocando a inundação devastadora.
As autoridades ainda consideram os números provisórios e alertam que o balanço de mortos pode aumentar à medida que as equipes avancem sobre as áreas atingidas.
A dimensão da tragédia também provocou mobilização internacional, com países oferecendo ajuda humanitária e apoio às operações de resgate. O governo brasileiro informou que, até o momento, não havia registro de brasileiros entre as vítimas.


