O cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (1º) provocou reação de entidades ligadas ao setor de comunicação. Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticaram decisões judiciais que alteraram as regras previstas para o encontro.
As entidades manifestaram solidariedade à Globo e classificaram a intervenção judicial como uma “agressão à liberdade de imprensa”. Segundo a nota, as regras do debate haviam sido definidas previamente entre a emissora e os partidos que participariam do evento.
Para as associações, as decisões impuseram novas condições à emissora e modificaram o formato estabelecido para o debate. Elas também afirmaram que as determinações judiciais prejudicaram o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos que haviam sido convidados e aceitaram participar do encontro.
Entre as decisões mencionadas está a determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia informado que não participaria do debate. A decisão também impediu perguntas direcionadas ao candidato durante o programa.
Outra medida citada pelas entidades foi a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a inclusão do candidato Renan Santos, do Missão, no debate. Antes disso, o presidente do TSE, Nunes Marques, havia determinado a inclusão de Romeu Zema, do Novo, entre os participantes.
A Globo informou que decidiu cancelar o debate após as decisões judiciais alterarem as condições previamente estabelecidas, alegando insegurança jurídica. O encontro seria o último debate presidencial televisionado antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
As críticas das entidades representam a posição das associações sobre as decisões judiciais. Os tribunais, por sua vez, fundamentaram suas determinações em questões relacionadas às regras eleitorais e à participação dos candidatos no debate.



