Uma operação conjunta das Polícias Civis da Bahia e de Goiás resultou na prisão de quatro suspeitos de envolvimento em crimes patrimoniais praticados contra vítimas atraídas por aplicativos de relacionamento. A ação, realizada na sexta-feira (16), também cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu aparelhos celulares que serão analisados pelos investigadores.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Juazeiro, no norte da Bahia, com apoio de unidades policiais dos dois estados. Um dos investigados foi localizado e preso em Goiás, após trabalho de inteligência e articulação entre as equipes.
Vítimas eram atraídas por aplicativos
De acordo com as investigações, os crimes ocorreram em julho deste ano, em Juazeiro. Os suspeitos utilizavam aplicativos de relacionamento e plataformas de mensagens para estabelecer contato com as vítimas, conquistar sua confiança e marcar encontros em locais previamente escolhidos.
Ao chegarem aos endereços indicados, as vítimas eram surpreendidas pelos criminosos, que utilizavam ameaças e agressões físicas para intimidá-las. Segundo a apuração policial, também havia restrição da liberdade, com o objetivo de impedir que as pessoas deixassem o local ou procurassem ajuda.
Durante as abordagens, os suspeitos roubavam pertences pessoais e obrigavam as vítimas a realizar transferências bancárias por meio do sistema PIX. A investigação aponta ainda o uso de facas e de um cão para aumentar a intimidação.
Celulares apreendidos serão analisados
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram aparelhos celulares que, segundo as investigações, podem ter sido utilizados na prática dos crimes. O material será submetido a análises técnicas para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento dos fatos.
Além das prisões, equipes policiais realizaram fiscalizações em três estabelecimentos comerciais de Senhor do Bonfim, na Bahia. A iniciativa teve como objetivo verificar possíveis irregularidades relacionadas à receptação, à adulteração de sinais identificadores de veículos e ao desmanche de automóveis provenientes de furtos ou roubos.
Os quatro presos permanecem à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam para aprofundar a apuração dos crimes e verificar a eventual participação de outras pessoas no esquema



