terça-feira, 13 de outubro
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Uma menina de 9 anos foi salva de uma tentativa de estupro de vulnerável após fazer o sinal universal de pedido de socorro, em Curitiba, no Paraná. O caso aconteceu na manhã da última sexta-feira (9), no bairro Sítio Cercado. Um homem de 54 anos foi preso em flagrante pela Guarda Municipal.

Segundo informações da Guarda Municipal, a criança seguia para a escola acompanhada de outras crianças quando foi abordada pelo suspeito, que teria oferecido R$ 50 para que ela o acompanhasse até um terreno próximo.

Diante da recusa, o homem teria segurado a menina à força e tentado conduzi-la. Nesse momento, a criança fez o gesto silencioso de pedido de ajuda, que foi percebido por um primo de 10 anos. O menino procurou ajuda em um posto de combustíveis nas proximidades.

Suspeito foi preso em flagrante

A movimentação chamou a atenção de pessoas que estavam no local, e a Guarda Municipal foi acionada. Uma equipe da Patrulha Escolar que realizava rondas na região conseguiu deter o suspeito.

O homem foi encaminhado ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), onde foi autuado em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável.

De acordo com a Guarda Municipal, o suspeito já utilizava tornozeleira eletrônica e cumpria pena em regime aberto por uma condenação anterior, em 2017, pelo crime de estupro de vulnerável.

Como funciona o sinal universal de socorro?

O sinal universal de pedido de socorro é um gesto discreto que permite a uma pessoa indicar que está em perigo sem precisar falar. Para realizá-lo, a pessoa mostra a palma da mão, dobra o polegar para dentro e fecha os outros quatro dedos sobre ele.

A iniciativa foi criada para ajudar vítimas de violência a pedir ajuda de maneira silenciosa, especialmente em situações nas quais falar ou chamar a atenção pode aumentar o risco.

O caso reforça a importância de crianças e adultos conhecerem o gesto e saberem como agir ao identificá-lo. A orientação é procurar ajuda de forma segura e acionar as autoridades, evitando confrontar diretamente o possível agressor.