Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (24) durante a Operação Sete Voltas, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar a morte do empresário Valdiney Fernandes Santos, de 51 anos, que estava desaparecido desde junho.
A operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra suspeitos que, segundo a investigação, podem ter participação no crime. As medidas foram realizadas por equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, em municípios da região sul da Bahia.
Valdiney desapareceu no dia 2 de junho, depois de sair de casa, em Ipiaú, informando que iria tratar da negociação de uma propriedade rural na região de Jaguarana, em Itagi.
Três dias depois, em 5 de junho, o carro do empresário foi encontrado trancado em uma estrada vicinal na região conhecida como Sete Voltas, na zona rural de Ibirapitanga. O corpo da vítima estava dentro do veículo e apresentava sinais de decomposição.
Durante a perícia, foram identificadas lesões provocadas por instrumento perfurocortante, levando a Polícia Civil a tratar o caso como morte violenta. A investigação também apontou que o veículo já havia sido visto na região desde a tarde do dia 2 de junho.
Os investigadores analisaram dados telefônicos, imagens, deslocamentos e informações sobre pessoas próximas à vítima para tentar reconstruir os últimos momentos do empresário. Segundo a polícia, os levantamentos indicaram movimentações de aparelhos celulares compatíveis com parte do trajeto realizado no dia do crime.
A investigação também apura possíveis conflitos e ameaças anteriores envolvendo pessoas do círculo da vítima, além de acontecimentos relacionados aos bens deixados pelo empresário após sua morte.
A Operação Sete Voltas contou com equipes da Polícia Civil de Ibirapitanga, da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Ilhéus e das polícias militares de Ubaitaba e Ipiaú. Segundo a Polícia Civil, o material apreendido e os depoimentos dos investigados poderão ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio e definir a responsabilidade de cada envolvido.
As prisões são temporárias e os envolvidos são tratados como investigados, não havendo, até o momento, condenação pela Justiça.


