A aeronave que caiu e provocou a morte do empresário e piloto baiano Orácio José dos Anjos, de 61 anos, era registrada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como uma aeronave experimental e de construção amadora.
O acidente aconteceu na manhã desta quinta-feira (17), na zona rural de Macambira, no Agreste de Sergipe. Orácio, conhecido como Chitão, pilotava o ultraleve durante um voo com destino a Fátima, no interior da Bahia, onde morava com a família.
De acordo com o cadastro da Anac, a aeronave de matrícula PU-SBC era um ultraleve Mistral, fabricado em 1994 pela Ultraleger. O modelo tinha capacidade para duas pessoas, era equipado com um único motor e possuía autorização para voos visuais durante o período diurno.
A classificação de “construção amadora” não significa, por si só, que a aeronave estivesse irregular. Segundo as regras da Anac, essa categoria é utilizada para aeronaves cuja maior parte da fabricação ou montagem foi realizada por pessoas físicas, destinadas a atividades privadas, recreativas ou educativas. Esses modelos seguem um regime de certificação diferente daquele aplicado às aeronaves produzidas industrialmente em série.
Ainda segundo os registros, a aeronave não tinha autorização para operações comerciais ou de táxi aéreo. A investigação deverá esclarecer se houve alguma falha mecânica, condição meteorológica adversa ou outro fator que possa ter contribuído para a queda.
Orácio era natural de Cícero Dantas, na Bahia, e morava em Fátima. Empresário do ramo funerário, ele também tinha a aviação como hobby e, segundo pessoas próximas, pilotava havia aproximadamente cinco anos. A aeronave pertencia ao próprio empresário.
Equipes do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), ligado ao Cenipa, foram acionadas para realizar os trabalhos de investigação e levantar informações sobre as circunstâncias do acidente.


