A Justiça decidiu manter a prisão temporária do médico ginecologista Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos, após audiência de custódia realizada na quinta-feira (3), em Barreiras, no oeste da Bahia. Ele é investigado por suposta participação no sequestro, tortura e violência sexual contra um homem de 27 anos com quem teria mantido um relacionamento.
O médico foi preso na quarta-feira (2), junto com Adilson Rodrigues Macedo, de 34 anos, e Hayra Haianne Queiroz, de 30. Os três são investigados pelo crime, que teria ocorrido em setembro de 2025.
Segundo a investigação, após o fim do relacionamento, Rodrigo teria planejado uma emboscada contra o ex-companheiro e contratado os outros dois suspeitos para participar da ação. A vítima trabalhava como motorista de aplicativo e teria sido atraída por meio de uma falsa solicitação de corrida.
Conforme as apurações, depois de chegar ao local indicado, o homem teria sido levado para um cativeiro, onde permaneceu por horas sob agressões. A Polícia Civil investiga crimes de sequestro, tortura, estupro e lesão corporal grave.
A investigação aponta ainda que Hayra teria sido responsável por solicitar a corrida pelo aplicativo para atrair a vítima até o ponto combinado. Adilson também teria participado da execução da ação. As circunstâncias e a responsabilidade individual de cada um continuam sendo apuradas. )
Durante a operação, os policiais cumpriram mandados de busca em quatro imóveis relacionados aos investigados. Foram apreendidos celulares, notebook, pen drive e cartão de memória, equipamentos que deverão passar por perícia para auxiliar na investigação.
O caso é investigado pela 1ª Delegacia Territorial de Barreiras, vinculada à 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin). Os três suspeitos permanecem custodiados à disposição da Justiça.
A defesa do médico informou que deve se manifestar sobre o caso. Os investigados são considerados suspeitos e ainda não foram condenados pelos crimes apurados.



