A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos. A informação foi divulgada na madrugada desta terça-feira (18) por meio do perfil oficial da artista nas redes sociais, administrado por familiares.
Laura morreu em sua casa, em São Paulo, na noite de segunda-feira (17), após passar mal. Segundo informações da família, a morte ocorreu por causas naturais. A causa havia sido inicialmente mantida sem divulgação oficial.
Nascida em São Paulo, em 13 de setembro de 1927, Laura Cardoso construiu uma carreira de mais de oito décadas dedicada ao teatro, ao rádio, ao cinema e à televisão. Ela iniciou a trajetória artística ainda jovem, no rádio, e estreou na televisão em 1952, na TV Tupi.
Ao longo da carreira, a atriz participou de mais de 60 novelas e acumulou mais de 100 trabalhos. Entre os personagens que marcaram sua trajetória estão Dona Isaura, de “Mulheres de Areia”, Dona Guiomar, de “A Viagem”, e papéis em produções como “Gabriela”, “Felicidade” e “A Dona do Pedaço”.
Além da televisão, Laura também teve uma trajetória de destaque no teatro e no cinema. Reconhecida por colegas e pelo público, recebeu importantes homenagens e prêmios ao longo da vida, incluindo a Ordem do Mérito Cultural, concedida em 2006, e o Troféu Oscarito.
Mesmo após décadas de carreira, Laura manteve sua ligação com a arte. Em 2025, participou do curta-metragem “Dona Rosinha”, seu último trabalho conhecido, no qual interpretou a protagonista. No mesmo ano, recebeu uma homenagem com uma estrela na calçada da fama dos Estúdios Globo.
A morte da atriz provocou uma onda de homenagens entre artistas e profissionais que conviveram com ela. Nomes como Tony Ramos, Miguel Falabella, Ary Fontoura e Zezé Motta destacaram o talento, a generosidade e a importância de Laura para a história da dramaturgia brasileira.
O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, em cerimônia restrita à família. Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de dedicação à arte e uma trajetória que se confunde com a própria história da televisão brasileira.



