O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) já deixou 281 mortos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades. Outras 3.971 pessoas ficaram feridas, enquanto 379 continuam desaparecidas.
O tremor atingiu principalmente o oeste do país e provocou destruição em cidades como Cali, Pereira, Quibdó e Manizales. Milhares de imóveis foram danificados ou completamente destruídos, deixando dezenas de milhares de famílias afetadas.
Após mais de 72 horas do terremoto, as equipes de emergência enfrentam uma corrida contra o tempo para localizar pessoas que ainda possam estar presas sob os escombros. Em áreas onde existem indícios de sobreviventes, os socorristas interrompem o uso de máquinas pesadas e fazem momentos de silêncio para tentar identificar possíveis sinais de vida.
A situação, porém, se tornou cada vez mais crítica. Em locais onde as equipes já descartaram a possibilidade de haver sobreviventes, máquinas passaram a ser utilizadas para acelerar a retirada dos destroços e permitir o acesso às estruturas destruídas.
Mais de mil militares e equipes especializadas participam das operações de resgate e atendimento às vítimas. Socorristas internacionais também foram enviados para auxiliar nas buscas e na resposta humanitária.
Além das mortes e dos desaparecimentos, o desastre provocou uma grave crise humanitária. Segundo os dados mais recentes, mais de 44 mil famílias foram afetadas, com mais de 10 mil casas destruídas e dezenas de milhares de imóveis danificados.
O governo colombiano declarou emergência diante da dimensão da tragédia e mantém as equipes mobilizadas nas regiões mais atingidas. Enquanto os trabalhos avançam, familiares das pessoas desaparecidas ainda aguardam por notícias e mantêm a esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros.


