Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a 23 medicamentos destinados ao tratamento do câncer, após o fim de um embargo que durou 12 anos. A medida representa um avanço na oferta de terapias oncológicas na rede pública e amplia as alternativas disponíveis para diferentes tipos da doença.
O acesso a medicamentos de alto custo é um dos principais desafios enfrentados por pessoas em tratamento contra o câncer. Além da demora para consultas e exames, muitos pacientes aguardam longos períodos pela incorporação de novos remédios ao sistema público.
Um levantamento divulgado em julho pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) destaca que a inclusão de um medicamento na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) não garante, por si só, que ele esteja disponível para os pacientes. Segundo a entidade, fatores como aquisição, distribuição e implementação nos serviços de saúde podem atrasar o acesso aos tratamentos.
A expectativa é que a liberação dos 23 medicamentos contribua para ampliar as opções terapêuticas oferecidas pelo SUS e fortaleça o atendimento a pacientes oncológicos em todo o país. Ainda assim, especialistas apontam que será necessário acompanhar a efetiva distribuição dos remédios para garantir que eles cheguem às unidades de saúde e aos pacientes que deles necessitam.


