A Bahia registrou mais de 170 mil acidentes envolvendo serpentes entre 2021 e julho de 2026, de acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. O levantamento revela que Feira de Santana concentra o maior número de ocorrências no estado, seguida por Vitória da Conquista.
Segundo o estudo, a maior parte das notificações — mais de 160 mil casos — ocorreu sem a identificação da espécie responsável pela picada, o que dificulta a elaboração de estatísticas mais precisas sobre os animais envolvidos nos acidentes.
O levantamento também mostra que o número de ocorrências não está diretamente relacionado ao tamanho da população dos municípios. Entre as dez cidades baianas com mais registros, apenas três estão entre as mais populosas do estado. Ipiaú, por exemplo, aparece na décima colocação, com 1.824 notificações no período analisado.
Nos casos em que foi possível identificar a serpente, as do gênero Bothrops — grupo que inclui jararacas, urutus, cotiaras e caissacas — foram responsáveis pelo maior número de acidentes, com 10.838 registros.
As autoridades de saúde orientam que, em caso de picada de serpente, a vítima procure atendimento médico imediatamente. A recomendação é evitar práticas caseiras, como fazer cortes no local da picada ou tentar sugar o veneno, medidas que podem agravar o quadro clínico.


