As Forças Armadas poderão ser empregadas para prestar apoio logístico e de segurança durante as eleições gerais de 2026, desde que haja solicitação dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A atuação dos militares ocorre em situações específicas, principalmente em áreas de difícil acesso ou onde há necessidade de reforço para garantir a realização do pleito.
Segundo o TSE, pedidos de apoio já foram apresentados por tribunais eleitorais de alguns estados. Após análise e aprovação pelo plenário da Corte Eleitoral, as solicitações são encaminhadas à Presidência da República, responsável por autorizar o emprego das Forças Armadas.
A participação dos militares tem como objetivo assegurar a normalidade dos trabalhos eleitorais, garantir o transporte de urnas e equipes da Justiça Eleitoral, além de contribuir para a segurança em locais considerados estratégicos. O apoio ocorre de forma coordenada entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas.
Apesar da atuação no suporte às eleições, as Forças Armadas não exercem funções de fiscalização das urnas eletrônicas nem do sistema eletrônico de votação, atribuição que deixou de fazer parte de suas competências por decisão do TSE em 2023. O trabalho dos militares nas eleições permanece restrito às atividades autorizadas pela legislação eleitoral.



