O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi comunicada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no Palácio da Alvorada, e, segundo o parlamentar, ocorreu de forma consensual entre os dois.
Em publicação nas redes sociais, Wagner explicou que pretende concentrar seus esforços na própria defesa diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal. O senador voltou a afirmar que é inocente, negou qualquer prática irregular e disse confiar que conseguirá esclarecer os fatos durante o andamento do processo. Até o momento, ele não foi denunciado nem condenado pela Justiça.
Além da defesa, Jaques Wagner afirmou que também pretende dedicar mais tempo às articulações políticas para as eleições de 2026. Entre as prioridades, estão as campanhas pela reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e sua própria candidatura ao Senado, ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O anúncio ocorre dias após o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre supostas vantagens indevidas envolvendo um ex-sócio do Banco Master. Wagner nega qualquer participação em irregularidades e sustenta que demonstrará sua inocência ao longo das investigações.
Considerado um dos principais articuladores políticos do governo federal no Senado, Jaques Wagner exercia papel estratégico na negociação de projetos de interesse do Palácio do Planalto. Com sua saída da liderança, o governo deverá definir nos próximos dias o nome que assumirá a função e dará continuidade à articulação política na Casa.


