O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde e chegou a 81,6%, o maior índice desde o início da série histórica. O resultado representa um avanço de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando o indicador estava em 78,2%.
Os dados mostram que o aumento das dívidas não está concentrado em um único grupo social. O fenômeno alcança famílias de diferentes níveis de renda, desde aquelas que recebem entre três salários mínimos até as que possuem rendimentos superiores a dez salários mínimos.
Especialistas apontam que fatores como o custo de vida, o uso do crédito para complementar o orçamento doméstico e compromissos financeiros acumulados contribuem para o crescimento do endividamento.
Apesar do aumento das dívidas, economistas destacam a importância do planejamento financeiro para evitar o comprometimento excessivo da renda e reduzir os riscos de inadimplência.
O cenário reforça os desafios enfrentados pelas famílias brasileiras para equilibrar as contas e manter o orçamento sob controle em meio às pressões econômicas dos últimos anos.



